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Albumina na gravidez

Albumina na gravidez

A albumina é uma proteína secretada pelo fígado essencial para o bom funcionamento do corpo. Permite direcionar gorduras do tecido adiposo para os músculos e participa no transporte de hormonas e outras substâncias através do sangue (osmose). Durante a gravidez, os níveis de albumina diminuem, o que pode causar complicações. Pré-eclâmpsia ou toxemia gravídica é uma condição que afeta mulheres grávidas durante a primeira gravidez. É caracterizada por hipertensão, formação de edema e presença de albumina na urina.

 

Albuminúria

Albuminúria

Este termo refere-se à presença de albumina na urina, que é considerada anormal. Este é um problema que geralmente ocorre na gravidez, por isso deve ser monitorado e investigado intencionalmente pelo médico, dada a sua importância.

As causas do aparecimento de albumina na urina são várias: condição anterior de doença renal, ruptura nefrite aguda durante a gravidez, infecções do trato urinário e, acima de tudo, pré-eclâmpsia, que hoje é uma das principais causas de morte mães no Brasil.

A presença de albumina na urina, assim como sua quantidade, nem sempre tem o mesmo significado; No entanto, o fato de que persistem, aparecer ou reaparecer na urina durante a gravidez terá de induzir a monitorização cuidadosa das mulheres, especialmente se acompanhado por edema (inchaço), que pode ser apenas pés e tornozelos ou mais generalizada e aumento da pressão arterial.

É muito importante detectar essa complicação da gravidez, por isso procuramos monitorar a presença de albumina na urina. A coisa mais prudente a fazer é fazer um exame de urina no início da gravidez para descobrir qualquer alteração possível do rim e depois a cada quinzena durante os últimos meses de gravidez.

Se observada com cuidado, a maioria dos pacientes pode apresentar sinais que permitem suspeitar da proximidade das crises. Entre os sinais prodrômicos estão os seguintes:

Distúrbios nervosos: dor de cabeça intensa, excitabilidade e hiperreflexia.

Distúrbios sensoriais visuais: moscas voadoras, diplopia, amaurose, distúrbios do ouvido, como tontura e zumbido.

Distúrbios digestivos: língua seca e áspera, dor epigástrica na barra e também no quadrante superior direito do abdômen.

Elevação súbita da pressão arterial.

Edema generalizado

Oligúria-anúria.

A crise convulsiva define a eclampsia e nela distinguem-se 4 períodos:

 

Tratamento

Tratamento
Tratamento

Requer atenção intensiva:

Hospitalização em sala silenciosa, sob observação constante da equipe médica e de enfermagem.

Descanse na cama em decúbito lateral esquerdo e com as pernas ligeiramente levantadas para causar drenagem traqueobrônquica.

Proteção contra lesões, amortecimento, apoio relativo, depressor de língua preparado para evitar mordidas.

Cateter para determinar a pressão venosa central.

Trocar ou cateter para administração de drogas intravenosas.

Oxigenação (por tubo, máscara ou tenda).

Ter os equipamentos de intubação endotraqueal e traqueostomia preparados.

Sonda de bexiga permanente.

Suspender a administração de medicamentos por via oral, hidratação intravenosa.

Transportar balanços hidrominerais.

Ausculta dos aparelhos respiratório e cardiovascular (procure sinais de insuficiência cardíaca e focos broncopneumônicos).

A cada hora ou com a maior frequência possível, monitore: diurese, densidade, pressão arterial, pulso, frequência respiratória e temperatura.

Realize o exame dos reflexos e detecte cianose ou icterícia.

Indique os exames: hematócrito, urina, ácido úrico, creatinina, gás do sangue, glicemia, proteínas totais, transaminase, ionograma e coagulograma.

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