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Chevrolet Celta

O termo “carro popular” teve seu início junto ao Fordismo e significa, basicamente, uma ideia de um automóvel com preço acessível, o qual poderia ser adquirido pelo próprio funcionário da empresa fabricante.

Com o passar do tempo, o termo foi ganhando outras formas e outros significados. No Brasil é muito usado para denominar carros mais básicos, desprovidos de grandes tecnologias e que detém um preço entre R$25 e R$35 mil.

Em 1993 foi firmado, pelo presidente Itamar Franco, um acordo de benefício fiscal aos carros populares. Neste, cada fabricante apresentava seu automóvel mais “barato”, e estes eram beneficiados com menos taxas de impostos.

História do Chevrolet Celta

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Dentro da linha de pensamento de carros populares, a General Motors – empresa da qual a Chevrolet é derivada –, conduziu a criação de um projeto denominado Arara Azul, cujo objetivo era a fabricação de um carro que viria a ser o mais barato do Brasil, custando cerca de R$10 mil.

A fim de atingir esse objetivo, o Celta foi criado em setembro de 2000. Para poupar gastos, seu “esqueleto” era basicamente formado pelo Corsa de 1994, com motor idêntico. O design, porém, era mais moderno e sofisticado. Desenhado por Paulo Konno, o compacto de duas portas contava com faróis dianteiros finos na horizontal, grades de meia elipse e faróis traseiros arredondados. Ao olhos da época, a parte frontal se assemelhava ao  Chevrolet Vectra (1996) e a traseira ao seu contemporâneo Palio, da empresa italiana Fiat.

Com o motor 1.0 mpfi herdado do Corsa, o modelo mais econômico da Chevrolet perdia em muitos pontos devido às varias tentativas da fabricante em baratear o produto final. Apesar de ganhar em estilo, o modelo deixou a desejar em acabamentos finais, como revestimentos do banco, painéis internos (revestidos em plástico único) e também na falta de indicadores para o motorista (o modelo só contava com velocímetro, nível de combustível e hodômetro, marcando a quilometragem percorrida). Outra reclamação constante referente a essa primeira versão foi a buzina presente apenas na alavanca da seta e não no volante.

Uma situação inusitada referente, também, às tentativas de redução de custo na produção foi em relação aos bancos das frentes: eram os mesmos produzidos tanto para as versões de duas, quanto para as versões de quatro portas. Dessa maneira, nas versões com quatro, mesmo que contasse com uma entrada direta para o banco de trás, os bancos da frente possuíam alavanca para reclinar.

Sucesso do Celta

Ainda assim, o veículo teve grande sucesso pelo público brasileiro. Seja por sua aparência ou pelo seu preço, o carro foi o terceiro mais vendido do país em 2002 e 2003 segundo Fenabrave (a associação das concessionárias).

Em 2003, a versão Energy foi lançada. Contando com motores mais potentes – 1.4 de 85 cavalos -, a versão foi cancelada em 2006, ano em que foi notada a primeira mudança no estilo do automóvel.

Não só no estilo, mas também no cuidado com os acabamentos finais, o Celta modelo 2007, lançado em abril de 2006, mostrou significativa melhora em relação ao seu antecessor. Tendo seu design apoiado novamente no Vectra (desta vez o de 3ª geração), o carro chegou com duas opções no motor: 1.0 de 75 cavalos e 1.0 de 85 cavalos de potência.

Além disso, mudanças como a substituição do volante convencional pelo volante de três raios (com buzina integrada), a melhora na qualidade dos tecidos dos assentos e a adição de mais indicadores para os motoristas, agradaram críticos de todas revistas especializadas. O carro era tido como mais suave e mais confortável que sua versão anterior.

Carro mais Barato do Brasil

Ainda assim, o preço do automóvel ainda o mantinha como carro popular. Com aceleração que chegava a 100km/h em 13 segundos, ele era comercializado por R$24 mil em sua versão mais básica e R$30 mil em sua versão mais completa.

As versões encontrada para essa primeira reestilização do Celta eram a Life – mais básica e tida como versão de entrada –, Spirit – incluía protetor do motor e para-choques na cor  do veículo – e Super – uma versão completa, a qual possuía ar-condicionado, direção hidráulica e rodas de 14 polegadas.

No ano de 2012 o modelo ganhou sua segunda reestilização. Esta, tida como a terceira geração do Celta brasileiro possuía linhas mais firmes e visual mais moderno. Os faróis, dianteiros e traseiros, foram escurecidos e a grade do parachoque foi dividida ao meio em uma extensão do capô.

Em 2013, se antecipando ao prazo dado pela legislação (2014), a produção do carro começou a contar com a presença de Airbag duplo e freio ABS.

Fim da produção e curiosidades

         A fabricante norte-americana General Motors anunciou, em agosto de 2015, a interrupção na fabricação de carros do modelo Celta. Concessionárias, porém, afirmam que a disponibilidade dos veículos no mercado havia terminado em abril.

O automóvel, que entrou no mercado para competir com modelos consolidados como Ford Ka, Fiat Uno e o Volkswagen Gol, figura como quinto lugar na lista dos carros mais vendidos da história no Brasil. Entre todas suas variações e estilos o carro tem, de 2000 a 2015, mais de 1 milhão e 700 mil unidades vendidas.

Pela parceria de sua empresa fabricante com a Suzuki, o Celta foi vendido na Argentina e em outros países da América Latina entre 2006 e 2011 com o nome de “Suzuki Fun”.

O modelo ainda chegou a ter uma versão voltada para trilhas. Em 2005, a Chevrolet passou a comercializar o Celta “off-road”, que contava com quebra-mato na dianteira e traseira, além de aerofólio e rodas de liga leve.

Apesar de ter sua produção interrompida em 2015, o Celta gerou sucessores que ainda permanecem no mercado, como a primeira geração do sedã Prisma, o hatch Agile, além das últimas gerações da picape Montana.

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