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Chevrolet Chevette

A invenção do automóvel, assim como de outras coisas usadas atualmente por nós humanos, se deu a partir de uma grande e lenta evolução. Sendo assim, algumas grandes mentes da humanidade podem ser apontadas como responsáveis por criarem o automóvel moderno.

Rascunhos e projetos de Leonardo da Vinci, datados do século XV, já idealizavam um veículo movido à corda (como um relógio) que tinha a finalidade de transportar pessoas. Infelizmente, porém, o projeto nunca saiu do papel. Três séculos depois, com Nicolas-Joseph Cugnot, já em meados de 1760, foi produzido um automóvel com motor movido a vapor. Porém, foi depois de 1850, com a descoberta do petróleo como combustível e a invenção do motor movido à combustão, que dois engenheiros alemães (Karl Benz e Gottlieb Daimler), inventaram o que acreditam ser o automóvel mais próximo dos carros atuais.

A partir daí, com mudanças e evoluções tecnológicas, o carro passou a ser bem indispensável na vida cotidiana de bilhões de pessoas no mundo. Várias fabricantes foram fundadas e inúmeros modelos foram criados.

Contudo, poucos desses modelos conseguiram realmente se consolidar no mercado e sagrarem sua importância como fez o Chevette no Brasil. Produzido pela Chevrolet, o carro entra na história como um dos mais vendidos da história brasileira, figurando no top 10.

Nesse texto iremos mais afundo na trajetória desse modelo que conquistou o coração de milhares de brasileiros e brasileiras no século XX.

História do Chevette

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Produzido pela Opel na Europa, o Kadett teve a primeira versão de sua primeira geração lançada em 1936. Apesar de seu sucesso, a segunda geração foi lançada apenas em 1962 e a terceira em 1965. A quarta versão do Kadett se deu apenas em 1973, na Europa, e este foi quem deu origem ao Chevette brasileiro.

Lançado no Brasil no mesmo ano de 1973, o Chevette era um sedã compacto de aproximadamente 4 metros de comprimento, duas portas, e espaço suficiente para quatro ocupantes. Seu motor era considerado potente: um 1.4 de 68 cavalos. Contava com faróis redondos, grades horizontais e uma tira em alto relevo com o nome do modelo, que se estendia por toda sua lateral. Com o passar dos anos, essa se tornou uma das marcas registradas do automóvel.

O sucesso do veículo na classe média brasileira foi refletido por uma premiação importante em 1974, onde foi eleito o Carro do Ano por várias revistas automotivas da época. O Chevette era o carro mais vendido e também o mais cobiçado, ao passo de que as pessoas queriam opções mais confortáveis que o Volkswagen Fusca (carro mais popular anteriormente).

 

Sua primeira notável mudança se deu em 1978, quando os faróis, ainda redondos, foram envolvidos por uma modelagem quadrada, e as grades frontais foram separadas pelo meio devido a uma extensão do capô. Essa mudança não pareceu agradar muito os consumidores, dado que nessa época o carro perdeu espaço no mercado para outro concorrente da fabricante alemã Volkswagen: a Brasília.

Devido a isso, o carro passou novamente por modificações em 1980. A partir desse momento os faróis passaram a ser quadrados. A geração contava também com versões movidas a álcool e nessa mesma época deu origem à minivan Marajó. Ganhando espaço novamente no cenário nacional, foi eleito, novamente, o Carro do Ano da Autoesporte.

O carro passou pela sua mudança mais profunda em 1985, quando ganhou mais conforto e modernidade. Além de mudanças nos faróis – este agora era separado pela parte alaranjada, da seta, e pela parte transparente, da iluminação –, o novo modelo possuía traseira mais reta, símbolo de modernidade para e época. Além disso, o motor se padronizou de forma ousada: todas as versões eram comercializadas com motores 1.6 e 72 cavalos de potência, contando com opções a álcool ou gasolina. Essa manobra, porém, tornava o modelo em um carro de baixo custo benefício, devido ao seu alto consumo de combustível. Mais tarde, em 1986, daria origem à picape batizada de Chevy 500, a qual detinha as mesmas propriedades e design frontal do Chevette.

Já em 1987, foram criadas as versões quatro portas e hatch. O modelo hatch, porém, saiu de linha 2 anos depois, por falta de público. A versão com quatro portas também não fez sucesso entre o povo brasileiro, mas continuou em produção devido ao seu alto nível de vendas no mercado exterior com países vizinhos, como a Colômbia.

Em 1991, uma pequena mudança se deu no interior do carro. Agora os encostos de cabeça dos bancos da frente continham um buraco no meio, justificados pela empresa para dar maior comodidade aos passageiros.

O Chevette só voltaria a ter um motor mais econômico e 1.0 no ano seguinte, em 1992. Essa era versão júnior do carro e fora produzida para fins de competição com o Uno Mille, da empresa italiana Fiat. Essa versão, contudo, teve sua produção interrompida no mesmo ano.

O grande sucesso da Chevrolet encerrou a sua história em 1993, quando foi substituído pelo Corsa, modelo que era sucesso na Europa. A picape ainda teve sua produção prorrogada até 1995.

Marcando presença no top 10 carros mais vendidos da história no Brasil, o Chevette ocupa o sexto lugar. Contando com as vendas de todas suas versões e variações, o modelo alcançou mais de 1,6 milhões de vendas ao longo das suas duas décadas de fabricação nacional.

Competições e Miniaturas

         Devido à sua potência e velocidade entre os carros populares, o Chevette participava de várias competições automobilísticas na década de 80.

Pilotado por Toninho da Matta, foi campeão da Copa Minas-Rio daquela época. No ano seguinte, em 1984, o modelo foi usado pelo piloto paranaense Sady Bordin Filho para vencer o Campeonato Brasileiro de Rali de Velocidade.

Apesar de não ser fabricado há mais de 20 anos, o carro ainda desperta o interesse de apaixonados pela área automobilística e é sempre lembrado nas grandes coleções de miniaturas contendo carros históricos, como a Inesquecíveis do Brasil, em 2011 e 2014.

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