História do dono da Tramontina - Marcas e Patentes BH
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História do dono da Tramontina

História do dono da Tramontina

 

Uma das maiores empresas cem por cento brasileira nos dias de hoje é a Tramontina. É bem provável que, ao falar dessa marca, você pense em facas, colheres e facas. No entanto, a Tramontina é uma das companhias mais desenvolvidas de todo o país, com uma tecnologia de ponta e variedade enorme de produtos.

Contudo, há um mistério muito grande sobre a verdadeira história do fundador e antigo dono da empresa, Valentin Tramontina. Há alguns meses começou a circular pela internet algumas histórias sobre um passado um pouco diferente de Valentin. Apesar de não haver nenhuma confirmação sobre essa história, o que a faz não se passar de um boato, a mensagem é importante e vale a pena ler!

 

O Boato sobre a história de Valentin Tramontina

A história que circulou em vários meios informais de comunicação começava com fatos reais. Valentin Tramontina foi um entre milhares de imigrantes europeus – e, nesse caso, italianos – que desembarcou no Brasil no século XIX, principalmente na região sul do nosso país. Mas é depois de sua chegada que as coisas começam a acontecer.

Sem emprego, analfabeto e precisando de dinheiro para se sustentar, Valentin Tramontina pedia serviços de porta em porta. Como não tinha nenhuma experiência, diz-se que a única ocupação disponível para ele era ser o porteiro do prostíbulo da pequena cidade, que viria a ser chamada posteriormente de Carlos Barbosa, no Rio Grande do Sul.

E por lá ele ficou por muito tempo. Apesar de não ser o emprego dos seus sonhos e não ser o que ele imaginou quando saiu de seu país natal, aquela ocupação era tudo o que Valentin tinha a sua disposição. No entanto, ele ainda não sabia o que o futuro tinha reserva: muitas reviravoltas.

Um novo prostíbulo havia aberto na pequena cidade, e a concorrência começou a ser um problema para o patrão de Valentin Tramontina. Visando melhorar os seus negócios e ganhar de novo o monopólio daquele ramo, o empresário decidiu por melhorar os seus serviços e gerenciar melhor o seu caixa.

Para isso, em uma reunião com os seus colaboradores, um dos pedidos do chefe foi que Valentin anotasse, em papel e tinta, todos os visitantes que entrassem e saíssem do lugar. Surpreendido, Tramontina disse que, apesar de querer, não poderia desempenhar aquela atividade, uma vez que não sabia ler nem escrever.

Apesar de gostar dos serviços do seu porteiro, o dono do prostíbulo se viu obrigado a demitir o imigrante italiano, que nunca havia feito outra coisa em sua vida. Como gratidão por todos os anos de seus serviços prestados, Valentin ganhou uma quantia de indenização por ter sido demitido e conseguir viver por algum tempo, ao menos até arrumar uma nova ocupação.

Sem saber o que fazer com o dinheiro, Tramontina se lembrou que sempre arrumava as cadeiras e mesas que estragavam no prostíbulo, e que era uma coisa que poderia fazer pela cidade: arrumar as coisas que estragavam. No entanto, ele não possuía ferramentas, e a loja mais próxima ficava a um dia de viagem.

Como possuía tempo sobrando, já que estava desempregado, arrumou suprimentos para a viagem e partiu para a outra cidade, comprando assim uma nova caixa de ferramentas completas. Gastou grande parte do seu dinheiro na compra e na viagem, sobrando uma parte para viver algumas semanas.

Ao voltar no outro dia, entretanto, Valentin continuava sem arrumar serviços, nem na ocupação que pensara anteriormente. Naquela mesma tarde, um vizinho bateria a sua porta e, sabendo que ele havia viajado para comprar as ferramentas, pediu o martelo emprestado, dizendo que o devolveria pela manhã do outro dia.

Dito e feito, o vizinho bateu novamente à porta no outro dia. No entanto, não era para devolver o martelo e sim para oferecer dinheiro pela ferramenta, já que precisava para o seu trabalho e a loja mais próxima ficava a um dia de viagem. Como o seu dinheiro não era muito, Tramontina ficou tentado a aceitar, mas aquela ferramenta poderia ser seu único “ganha pão” em longo prazo.

Observando que o imigrante não poderia vender a sua ferramenta, o vizinho ofereceu uma boa quantia, dizendo que pagaria a sua viagem de ida e volta para a loja de ferramentas mais próxima, mais o valor do martelo, para que ele pudesse comprar um para você.

Um amigo do vizinho ficou sabendo desse acontecimento, e pagou o homem para fazer outra viagem. Tramontina viu uma oportunidade naquilo e apesar de o resto do seu dinheiro ser para comer, se arriscou e comprou mais ferramentas do que haviam sido encomendadas.

E deu certo. Ele começou a vender ferramentas para várias outras pessoas da cidade, as quais não tinham o tempo disponível para ir a outra cidade, devido a rotina apertada do dia a dia. Como se tornou um cliente confiável, as fornecedoras começaram a enviar os seus empregados para entregar ferramentas para Valentim revender, o que se tornariam um ótimo negócio.

Em pouco tempo, o simples homem se tornou um grande empresário da cidade. Depois de alguns meses, eram pessoas de outras cidades que viriam até ele compras as ferramentas.

Sabendo que poderia ganhar ainda mais com a sua empresa, ele se lembrou nesse momento de um amigo ferreiro e imaginou que, como tinha o investimento, seu amigo poderia confeccionar as ferramentas. Além disso, depois de tanto tempo comercializando os itens, Valentim também sabiam como eram e como funcionavam.

Dessa forma, agora Tramontina fabricava as suas próprias ferramentas e já tinha vários funcionários em sua empresa, entre vendedores e ferreiros para produzir. O empresário começou a lucrar muito com o seu negócio, se tornando assim um dos homens mais prósperos financeiramente daquela região.

Passou também a produzir outros produtos derivados de metais, como facas, colheres e garfos. Sua empresa não se limitava somente a um artigo, mas tentava sempre inovar e trazer novas tecnologias para a cidade.

Passado algum tempo, em gratidão àquela cidade, Valentim Tramontina resolver reformar e fazer melhoras na escola. O seu objetivo era que nenhuma criança precisaria passar pelo que ele passou simplesmente pelo fato de não ter tido a oportunidade de estudar e aprender a ler e escrever.

No dia da inauguração, o prefeito da cidade o agradeceu e pediu para que ele assinasse um dos livros da escola, para que se lembrassem daquela situação. No entanto, como já sabemos, Valentim era analfabeto e disse que não poderia fazer aquilo. Surpreendido, o prefeito perguntou ao empresário como ele, sem saber ler nem escrever, conseguiu montar um império de produção de ferramentas e outros artigos.

Como sempre bem humorado, Valentim Tramontina respondeu de forma irônica: se soubesse ler e escrever desde a sua infância, provavelmente ainda seria o porteiro do prostíbulo.

 

A história do dono da Tramontina é verídica?

A história do dono da Tramontina é verídica?

Não há nenhum indício de que a história que foi contada no tópico acima é verdadeira. Na verdade, antes mesmo de circular pela internet como um boato atribuído ao empresário italiano, foram achadas histórias semelhantes, sem o nome de Valentim. Dessa forma, conclui-se que, na verdade, tudo não se passa de um boato.

No entanto, o objetivo de todo o conto não é enganar as pessoas, mas sim passar uma mensagem valiosa. Sendo assim, essa história possui uma moral importante para nossas vidas: apesar de não aceitarmos em primeiro momento, algumas mudanças são para o bem.

Muitas vezes as portas são fechadas a nossa frente, e não adianta continuar batendo ou tentando abrir. Dê as costas, recolha tudo o que aprendeu naquele tempo e vá bater em outras portas, que podem até ser uma oportunidade muito melhor.

 

A verdadeira história da Tramontina

 Como já foi falado anteriormente, o boato que circulou na internet nada mais é do que, como o próprio nome já diz, um simples boato. Pouco se sabe sobre a verdadeira história do fundador da companhia e o que teve de ser feito para abrir uma das maiores empresas do Brasil.

Na verdade, Tramontina não era um legítimo italiano, mas sim um descendente de pais italianos. Portanto, o fundador é cem por cento brasileiro. Sabe-se que, no dia 1º de maio de 1911, Valentin Tramontina, como era filho de artesões que sempre trabalhavam com as mãos, abriu uma pequena ferraria em um galpão na cidade de Carlos Barbosa, no Rio Grande do Sul.

No entanto, poucos anos depois ele prestou serviço militar e, por esse motivo, as atividades da empresa pararam. Casou-se logo depois de voltar do exército e, a partir de um dinheiro que havia juntado, comprou um galpão ligeiramente maior para o continuidade dos seus negócios.

A empresa fez um ligeiro sucesso na década de 1920, produzindo ferrarias e arrumando móveis para alguns moradores da pequena cidade. Começou a fabricar canivetes e cresceu um pouco, podendo assim contratar alguns funcionários, entre eles o seu irmão Luiz Tramontina.

Apesar da história de superação falada anteriormente não passar de um boato, Valentim Tramontina teve mesmo de se desdobrar para conseguir manter a sua empresa. O ferro era obtido de molas usadas de caminhões, que não mais o serviam. Não possuía suas próprias máquinas, e era preciso ir até os malhos nas rodas de água da região para forjar o ferro.

A partir do ano de 1932 a empresa começou a crescer ainda mais, no passo que a produção de facas se iniciou. No entanto, o que se sabe é que Tramontina não ficou vivo para vivenciar o verdadeiro sucesso da companhia que havia criado na segunda década do século XX.

Isso porque Valentin, fundador da Tramontina, faleceu no dia 28 de fevereiro de 1939. Quem continuou com os negócios e se mostrou uma verdadeira figura do empreendedorismo brasileiro foi a sua esposa Elisa. A mulher percebeu que precisaria expandir os horizontes e começou a investir em tecnologias, maneiras de forjas o aço sem precisar usar as rodas de água da cidade.

Além disso, começou a produzir mais do que encomendavam, passando a oferecer os produtos de porta em porta e até em eventos de outras cidades.

 

A importância da visão empreendedora

O mundo do empreendedorismo não é nada fácil. Atualmente, o número de empresam que vão a falência é absurdo, e isso está claramente atrelado a comodidade dos empresários. Nas duas situações citadas acima, mesmo que uma delas seja fictícia, quem estava comandando a empresa precisou sair da sua área de comodidade e se arriscar.

Nos dias de hoje isso é ainda mais necessário. É bem provável que, ao abrir uma empresa, já exista outro negócio com uma atuação bem parecida – ou idêntica – à sua. Dessa forma, torna-se necessário a novidade. O que você irá fazer de novo para convencer os consumidores a escolher a sua empresa?

Muitos negócios usam de sua tradição como um diferencial, mas quem está entrando agora precisa mostrar o que há de novo, convencer que os seus serviços podem ser melhores por algum motivo. Sair da sua zona de conforto e estar pronto para arriscar é totalmente essencial para atingir o sucesso do mundo do empreendedorismo.

 

Registro de marca e a sua importância

Não dá para ter uma ideia inovadora, fortalecer a sua empresa e estar propício a ser copiado por outra companhia. Dessa forma, um processo essencial para o fortalecimento da sua marca e o seu estabelecimento como uma referência é o registro de marca.

Para quem ainda não sabe do que se trata, é um processo feito junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial, onde o proprietário de uma marca registra os seus elementos. Se for concedido, o INPI dará exclusividade naquele segmento de atuação em todo o território nacional.

Se você quer saber mais sobre o processo de registro de marca, clique aqui!

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